Domingo, 15 de Junho de 2008
Teatro em Braga para todos os gostos

De 27 de Junho a 06 de Julho, realiza-se em braga, no Rossio da Sé, Arcada, Museu D. Diogo de Sousa e Theatro Circo, o Mimarte, Festival de Teatro de Braga.

 

Popular, contemporâneo ou clássico, nacional ou estrangeiro, são os géneros onde se integram os dez trabalhos dramáticos que compõem o cartaz do Mimarte – Festival de Teatro de Braga que se realiza de 27 de Junho a 06 de Julho.

Marco firmado do ciclo cultural bracarense, o certame, em nona edição, destaca-se pela elevada adesão de público, que acaba por lotar completamente as plateias do Rossio da Sé, Arcada, Átrio do Museu D. Diogo de Sousa e, agora também, o Theatro Circo.

Radicando na convicção de que há um só público de teatro, já que «esta arte intemporal, na sua origem e natureza, é feita para um só homem, para um homem universal que inventou a mimésis quando quis entender a essência da natureza e o governo divino do mundo», o Festival de Teatro de Braga constitui-se em princípios que o levam à criação de uma manifestação teatral global que sublinham o carácter festivo do evento e o aproximam do espírito popular.

O certame ganha, aliás, foros de originalidade e inovação, porque em mais nenhum evento do género em Portugal o cidadão é surpreendido pelo discurso criativo dos amadores e profissionais, de todos os pontos do país e do estrangeiro, pela tenda do bonecreiro, pelo apólogo mimético, pelo jogo malabar ou pirotécnico e pela saudável irreverência dos cómicos.

É com base nestes princípios que o Município de Braga, através do seu Pelouro da Cultura, programa o festival nos núcleos urbanos tradicionais, carregados de memória, como o Rossio da Sé, a Arcada ou mesmo o Theatro Circo, para que neles aconteça uma relação de comunhão com o património edificado e com o espírito popular que lhe dá sentido.

 

Comédias clássicas e contemporâneas destacam-se na programação

A abertura do Mimarte 2008 - Festival de Teatro de Braga faz-se às 21h30 de 27 de Junho, na sala principal do Theatro Circo, com O Anjo de Montemuro. Interpretado pelo Teatro Regional da Serra de Montemuro, o trabalho dramático baseado no texto de Peter Cann e encenado por Steve Johnstone tem por cenário a Lisboa de 1755, atingida pela tragédia de um grande terramoto.

Do meio dos destroços, uma figura branca, ferida, acorda e começa a caminhar sem destino, deixando a cidade para trás. Passados muitos dias subiu a serra onde encontrou Álvaro, pastor cego que guardava o seu rebanho e que, no momento em que se cruzou com o estranho forasteiro, recuperou a visão. Naquele instante o milagre acontece e, com ele, o início das aventuras de «um anjo na serra».

Do sul, concretamente de Sines, chega à Arcada, a 28 de Junho (21h45), a peça Nusquam, de Julieta Aurora Santos, pela Companhia Teatro do Mar. Interpretado por Carlos Campos, Luís Mosteias, Sandra Santos e Sérgio Vieira, “Nusquam” coloca nas ruas do centro histórico «o retrato possível do homem contemporâneo na busca de si próprio e sa sua razão de ser no mundo».

Uma outra estreia no Festival de Teatro de Braga – o Grupo de Etnogtrafia e Folclore da Academia de Coimbra (GEFAC) – apresenta, a 29 de Junho (21h45), no Rossio da Sé, a Comédia do Verdadeiro Santo António que Livrou o Seu Pai da Morte em Lisboa.

Baseada no Teatro Popular Mirandês, a comédia deste quarto dia do festival concentra as atenções na importância de Fernando de Pádua junto da população portuguesa, mostrando como os milagres que o canonizaram se misturam com a lenda, mitos e história.

Em pleno desenvolvimento desta nona edição, o Teatro da Rainha (Caldas da Rainha) leva ao Rossio da Sé (30, 21h45) a comédia O Fim do Princípio, de Sean O’Casey, centrada na vida matrimonial em cenário rural e em todas as consequências que daí advêm. Não satisfeitos com as tarefas que cada um desempenha, marido e mulher, resolvem um dia inverter os papéis: ela parte para a lavoura enquanto ele fica a fazer o trabalho doméstico. Em resumo: um guião, uma peça para um conjunto de números burlescos, inspirados na estética do cómico «clownesco».

Dando seguimento à dramatização de textos nacionais, a Jangada Teatro (Lousada) apresenta a 01 de Julho (21h45), no Rossio da Sé, Os Filhos do Esfolador, resultado de uma inesperada adaptação de textos de Camilo Castelo Branco e do galardoado valter hugo mãe que narra a história de António Pinto Monteiro, personagem que cedo se faz à vida através da mais fina ladroagem.

Habitual participante do Festival de Teatro de Braga, o Teatro Ao Largo, de Vila Nova de Mil Fontes (Beja), regressa este ano ao Rossio da Sé (02 de Julho, 21h45) com mais um clássico de Moliére – Escola de Mulheres. Com encenação de Steve Johnston, é protagonizada por Arnolfo, libertino pertinaz de meia-idade, que, ao fim de muitos anos a zombar dos maridos enganados pelas mulheres astutas, anuncia o seu casamento com a jovem donzela Inês. Contudo, a inocência de Inês não é a que Arnolfo espera e os contratempos começam a surgir…

Que Seca!, em versão “Revista e Aumentada”, é a peça que o bracarense PIFH - Produções Ilimitadas Fora d’Horas apresenta mais uma vez no palco do Rossio da Sé (03 de Julho, 21h45).

Da vizinha Galiza chega ao palco da sala principal do Theatro Circo, a 04 de Junho (21h45) mais um clássico das artes teatrais – Noite de Reis – do dramaturgo britânico William Shakespeare.

Interpretado pelo Centro Dramático Galego, de Santiago de Compostela, Noite de Reis coloca em cena o naufrágio dos gémeos Sebastião e Violeta, na costa da ilha Ilíria. Crendo que seu irmão morreu, Violeta faz-se passar por um jovem pagem e passa a servir na corte do duque Orsino, irremediavelmente apaixonado por Olívia. Contudo as trocas de identidade são mais do que aquelas que no início se revelam e os equívocos, enganos e situações hilariantes são uma constante até ao desfecho da comédia.

Também de Espanha, desta vez de Málaga, o Grupo Acutema apresenta-se a 05 de Julho (21h45) no Museu de Arqueologia Dom Diogo de Sousa com a tragédia As Bacantes, de Eurípides.

A encerrar o Festival de Teatro de Braga (06 de Julho, 21h45), o teatro clássico volta ao palco do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa com a comédia As Vespas, de Aristófanes, pelo Grupo Thíasos da Universidade de Coimbra.

Nesta comédia, encenada por Carlos Jesus, Aristófanes satiriza o mau funcionamento das instituições democráticas, centrando-se sobretudo, na situação dos tribunais atenienses.

 

Informações

Os ingressos para os espectáculos apresentados no Theatro Circo, a 02,00, já se encontram disponíveis. Os espectáculos apresentados no Rossio da Sé têm acesso livre, sendo os cerca de 400 lugares sentados ocupados por ordem de chegada ao recinto.

tags: ,
Publicado bragadistrito às 12:03
Link do Post | Comentar | Adicionar aos Favoritos
Mais sobre este Blog
Pesquisar neste Blog
 
Newsletter

Escreva o seu e-mail:

Distribuido por FeedBurner

Maio 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
Posts Recentes

Troilo e Créssida no Thea...

Eunice para Crianças

Client na Casa das Artes

Festival Panos

A Naifa no CCVF

...

Exposição 'Bienal na Esco...

...

Carlos Macedo na Casa das...

Semana da Educação na Póv...

Arquivos

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

tags

todas as tags

Contador
blogs SAPO
subscrever feeds