Domingo, 24 de Agosto de 2008
Windows Watchers

Windows Watchers. Exposição de Fábio Silva na Velha-a-Branca - Estaleiro Cultural até 03 de Setembro.
 
Windows Watchers é o título da exposição de Fábio Silva que a Velha-a-Branca apresenta até ao início de Setembro.

 

Windows Watchers

Até 03 de Setembro, de Fábio Silva

«One can look into those windows one should almost imagine oneself living there».
Maytland Edey

«Aqui tornamo-nos voyeurs na medida em que espiamos a vida privada de outros através das janelas, contudo, pelo facto de existirem barreiras que não permitem saciar essa vontade, resta-nos imaginar como vivem essas pessoas. A luz é sinal de vida, indica-nos que existe uma acção, e é essa luz que nos chega através das janelas que se tornam fendas que a deixam escapar para o exterior. É essa luz que emana de um lugar onde vivem pessoas que forma a sua vida privada e íntima. Cada uma dessas janelas corresponde a um tipo de luz com uma dominante que difere de divisão para divisão e, mais propriamente, de habitação para habitação. Assim, somos levados a analisar que tipo de pessoas vivem naquele apartamento, que pessoas correspondem àquele tipo de cor e até que elementos podemos recolher da roupa pendurada à janela…

Essa diferença de luzes remete-nos também para o estado das relações das pessoas onde o individualismo e a solidão se solidificam cada vez mais. Pode viver-se rodeado por milhões de pessoas mas, mesmo assim, sentirmo-nos ainda mais isolados pelo facto de estarmos rodeados de tantas vidas e não surgir a possibilidade de partilhar com outras pessoas as nossas experiências diárias. As luzes acabam por referenciar essa dualidade devido às discrepâncias de dominantes de cor e ao facto de estarem tão perto que se tornam numa só mas, mesmo assim, evidenciando um grande afastamento entre elas. Transparecem, assim, as vidas, como podem ser tão diferentes, mesmo vivendo com uma divisória de alguns centímetros de espessura.

Cada janela transforma-se numa tela que conta uma história, que representa uma vivência que nós próprios atribuímos ao tipo de pessoas que vivem naquele lugar. Os elementos acabam por se tornar irreais, sórdidos, misteriosos - não são paisagens externas mas internas, perdidas num tempo estagnado de tão distante».

Fábio Silva

 

Publicado bragadistrito às 08:00
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