Domingo, 26 de Abril de 2009
Nan Goldin

A Galeria Mário Sequeira tem em exposição até 04 de Maio uma mostra da fotógrafa americana Nan Goldin.

 

A exposição integra quarenta trabalhos representativos de várias fases do trabalho da Artista.

Nan Goldin (1953), de nacionalidade Norte-americana vive e trabalha em Nova Iorque e é uma das mais prestigiadas fotógrafas da actualidade. O seu trabalho foi já apresentado em inúmeras exposições individuais. Destacam-se as exposições realizadas no Museum of Modern Art, Nova Iorque, Centro Georges Pompidou, Paris, no Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, no Museu de Serralves, no Castello di Rivoli, Turim, no Tokyo Metropolitan Museum of Photography, Tóquio, no Whitney Museum of American Art, Nova Iorque, no Centre d'Art Contemporain, Genebra, e no New Orleans Museum of Art NOMA, Nova Orleães, entre outros.

“Nan Goldin é uma apaixonada historiadora do amor na era da sexualidade fluida, do glamour, da beleza, da violência, da morte, da intoxicação e da farsa. Uma atenção invulgar e atracção pelo drama e pelos lugares comuns da vida estruturam as suas fotografias.
Tendo recebido uma câmara quando era adolescente, Goldin começou imediatamente a fotografar os que a rodeavam – um gesto bastante simples mas que se combinou com um sentido de história. Ao capturar o presente, Goldin sabia, instintivamente, que aquele registo acabaria por produzir um passado. A partir do fluxo da experiência, captura momentos que, cumulativamente, contam histórias de amor, de amizade, de desejo e das suas ressacas. A sua câmara congela as idas e as vindas da experiência social do desejo; o amor e o ódio nas relações íntimas; momentos de isolamento, auto-revelação e adoração. No trabalho de Goldin, a vastidão da experiência condensa-se em incidentes recordados: o fluxo e o tempo da vida podem ser capturados em imagens dos dias e das noites de pessoas conhecidas. Apesar de uma imagem isolada poder ser devastadora na sua intensidade e beleza, tal como um novelista ou um realizador de cinema, ela pensa simultaneamente em imagens isoladas e em sequências de imagens interligadas que formam uma narrativa. Tendo intuitivamente desenvolvido o seu ponto de vista a partir de instantâneos dos seus amigos, Goldin encontrou no igualmente amador passatempo dos diapositivos a resposta para a sequenciação e edição de imagens. E descobriu então que o seu interesse pela fotografia residia na criação de narrativas imagéticas.
Ao longo da sua carreira, Goldin registou também espaços sem pessoas: paisagens, cenas urbanas e interiores. Seguindo uma tradição da Fotografia que deixa o espaço físico funcionar como metáfora de um estado de espírito, Goldin elaborou um caminho alternativo baseado nas suas próprias viagens pela vida. De várias maneiras, utiliza o vazio destes espaços como uma metáfora da perda.
Nan Goldin é uma retratista de almas. Vê através dos olhos dos seus retratados, em ambas as direcções, e a sua visão inclui amigos, amantes, artefactos, roupa, quartos: o contexto da alma. Ela revê-se nos seus temas; as portas entre a sua vida e o seu trabalho estão sempre abertas de par em par.”
Fontem - Galeria Mário Sequeira

Publicado bragadistrito às 08:00
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