Teatro Oficina e Centro de Computação Gráfica da Universidade do Minho apresenta Pigmalião, dias 26 e 27 de Março, Sexta e Sábado, às 21h30, no grande auditório da Casa das Artes, Famalicão.
O Teatro Oficina, em colaboração com o Centro de Computação Gráfica da Universidade do Minho, promove este projecto de criação, onde arte e ciência, teatro e tecnologia, se unem para contar uma história, transformando a ficção científica de ontem no modo de representar hoje a realidade.
Três cidades unem-se para contar uma história, onde recorrendo à literatura que construiu a civilização que somos hoje, fazemos um texto novo, que fala exactamente daquilo que nos interessa no teatro, a criação do humano.
Sinopse
Este espectáculo é uma variação sobre a história de Pigmalião e Galateia, contada pelo Ovídio nas «Metamorfoses»: o escultor solitário e esteta que constrói uma estátua da mulher perfeita, se apaixona por ela, e a vê depois transformada numa mulher real.
Através do mito de Pigmalião é explorada a ideia da «invenção do feminino». Partindo-se do Ovídio, e das várias traduções portuguesas e estrangeiras, fazendo da estátua um programa de computador e da Galateia um holograma. Já com Galateia materializada em pessoa, contesta-se a ideia de «mulher perfeita» perguntando-se porque é que a mulher há-de continuar a ser «inventada» pelo homem, em vez de ter o mesmo grau de realidade do homem. Do lirismo da homenagem ao mito, se caminhará para a crítica e ironia.
Ficha Artística
Texto – Pedro Mexia
Encenação – Marcos Barbosa
Cenografia – Ricardo Preto
Figurinos – Susana Abreu
Desenho de Luz – Pedro Carvalho
Som e Música – Sérgio Delgado
Elenco – Diana Sá e Emílio Gomes
Produção Executiva – Teatro Oficina
Co-produção: CASA das ARTES de Famalicão, Centro Cultural Vila Flor e Theatro Circo.