Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008
Século XXI - Sociedade de Riscos?

Século XXI - Sociedade de Riscos?, é a próxima palestra do VIII Ciclo de Conferências Fundação Bracara Augusta. De acesso livre, a palestra realiza-se dia 17, às 21h30, na Biblioteca Craveiro da Silva.

 

A Fundação Cultural Bracara Augusta iniciou o seu oitavo ciclo de conferências sobre o tema “Globalização: Desafios para o Século XXI”. Depois de “Uma espiritualidade para o século XXI”, este oitavo ciclo tem agendada nova conferência para 17 de Outubro, às 21h30, subordinada ao tema “Século XXI - Sociedade de Riscos?”. Estão convidados Alexandre Quintanilha, Eduarda Barros Gonçalves e Eduardo Madureira Lopes.
“Enfrentar as infecções num mundo globalizado” é o tema para a conversa de 14 de Novembro, em que intervêm Henrique Barros e Henrique Botelho.
Maria do Céu Sousa Fernandes lembra que, «em cada época histórica, as sociedades são confrontadas com novos problemas e novos desafios» e que, como tal, após o optimismo trazido pela revolução industrial e tecnológica, com o consequente avanço na produção industrial e agrícola e na cura de doenças, surgiram períodos de menor optimismo, causados pelas duas grandes guerras mundiais, nomeadamente a segunda, mais global e também mais mortífera, dado o espantoso desenvolvimento tecnológico militar».
No entanto – escreve no intróito ao programa deste ciclo –, o contínuo progresso científico e tecnológico e o crescimento económico da última metade do século XX faziam prever um futuro novo e admirável, que, todavia, não é o panorama do mundo de hoje.
«Há ameaças de riscos globais que ultrapassam as fronteiras nacionais e geram um clima de receios e insegurança, de que são exemplo o aquecimento global e outros riscos ecológicos, os fundamentalismos religiosos, a imigração, as pandemias como a sida e outras», refere, sublinhando a particularidade as preocupações ecológicas, que têm originado muitas críticas ao progresso moderno.
Perante esta situação de catástrofes ambientais e de saúde pública e de integrismos religiosos, como pode a sociedade do nosso tempo lidar com os riscos – pergunta, retoricamente, a Presidente da Fundação Bracara Augusta, citando Ulrich Beck, que em 1986 definiu assim os risco nas sociedade modernas: «o risco pode ser definido como uma forma de lidar com o acaso e a insegurança induzidos e introduzidos pela própria modernidade».
Em função destes cenários – diz Sousa Fernandes – algumas interrogações podem ser colocadas, designadamente «qual a responsabilidade dos políticos, dos cidadãos, da denominada sociedade civil, na gestão dos riscos? Como conciliar o excessivo racionalismo das sociedades modernas e um certo vazio ideológico com o fascínio crescente pela religião, que, muitas vezes, se manifestam por fundamentalismos religiosos e outros movimentos de cariz integrista? Devemos abandonar a nossa crença e esperança na modernidade e nos seus benefícios e aclamar um cartaz exibido no Forum Social de Mumbai, em 2004, que proclamava “As pessoas não querem o desenvolvimento; querem apenas viver”?».
Estas são as interrogações de hoje que a discussão proposta neste oitavo ciclo de conferências da Fundação Cultural Bracara Augusta pretende abordar.

Publicado bragadistrito às 08:00
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