Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008
Amor

Teatro Oficina despede-se de 2008 com Amor. Texto de André Sant’Anna e interpretação de Flávia Gusmão. De 17 a 21 de Dezembro, no Espaço Oficina, Guimarães.

 

A encerrar o ciclo de produções de 2008, o Teatro Oficina leva à cena Amor, de André Sant’Anna. Com encenação de Marcos Barbosa e interpretação de Flávia Gusmão, Amor traduz-se num espectáculo em que uma mulher protagoniza um texto furiosamente masculino e brasileiramente português, num jogo de contrastes que faz desta literatura teatro e que, neste modo de fazer dizendo, nos leva ao encontro das palavras que dizem o amor.

Um texto que celebra o amor dispensa pretextos para ser levado a palco. Mas este, em particular, pedia teatro: “Quando li este texto, onde a língua portuguesa explode numa urgência de verdade, vida e futuro, soube que mais do que a poesia que lia, havia aqui uma acção, uma vontade escrita de espaço e movimento”, revela o encenador, Marcos Barbosa. André Sant’Anna, o autor, confirma: “Amor é bem melhor quando falado, quando lido em voz alta. Uma questão musical. E música é uma coisa que pode ser interpretada de vários modos diferentes. Amor já foi um texto, já foi um poema, está sendo música e será teatro”. E acrescenta: “Para um autor, felicidade é isso. Amo isso”.

Considerado um dos mais promissores novos escritores brasileiros, André Sant’Anna já publicou, para além de Amor (1998), Sexo (2000) e O Paraíso é bem bacana (2006). Teve o conto O Importado Vermelho de Noé incluído na antologia Cem Melhores Contos Brasileiros do Século (2000).

Flávia Gusmão, que dá corpo e voz a este texto, é formada pela Escola Profissional de Teatro de Cascais (1993 e 1996). Estreou-se com Audição Mecânica para 13 Actrizes, de Raphaelle Billedoux, encenação de Graça Corrêa, em 1996. Integrou o elenco do Teatro Experimental de Cascais (1996-2003) e do Teatro da Garagem (2003-2005), onde foi dirigida por Carlos Avilez, Luíz Rizo e Carlos J. Pessoa, com textos de autores clássicos e contemporâneos, nacionais e internacionais. Mais recentemente tem trabalhado sob direcção de encenadores como Ana Luísa Guimarães, Diogo Infante, Cristina Carvalhal, Aderbal Freire Júnior, Joana Craveiro e Nuno Cardoso. Assinou, em co-criação, Receita para me Ouvires, a partir das crónicas de António Lobo Antunes para o Café-Teatro Maria Matos, em 2006.

Celebração do amor e tributo à riqueza poética da lusofonia.

 

 

Quarta, 17 a Sábado, 20 de Dezembro - 22h00
Domingo, 21 de Dezembro – 17h00
No Espaço Oficina
Preço: € 7,50/€ 5,00 c/desconto 

Publicado bragadistrito às 08:00
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